quinta-feira, 28 de maio de 2009

"DOAR NAO DOI, FAZ BEM AO CORAÇAO E AGRADA A DEUS"

São mais de um milhão de doadores. A conscientização não alivia a dor de quem espera na fila do transplante. Faltam medicamentos, material e médicos.

Clique no link e veja o videos da reportagem: http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1170675-16020,00-BRASIL+TEM+TERCEIRO+BANCO+DE+DOADORES+DE+MEDULA+OSSEA+DO+MUNDO.html



A universitária Flávia Piovani tem 24 anos e estuda engenharia. Há quatro anos, participou na faculdade da campanha de doação de medula óssea. Um ano depois, se tornou doadora e salvou a vida de um jovem da idade dela. “Foi um processo um pouco demorado, mas nada dolorido. Se tivesse que fazer, faria de novo”, garante a estudante Flavia Piovani.

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Com a ajuda de gente como Flávia, o Brasil ultrapassou a marca de um milhão de doadores de medula óssea. Há cinco anos, eram apenas 33 mil. Hoje, o país tem o terceiro banco de doadores registrados do mundo. “Já fazemos parte do sistema internacional de doadores. Temos um acordo de cooperação com o maior sistema de registros do mundo, nos Estados Unidos. Hoje, tanto nós buscamos doadores no sistema – já fazemos isso há mais tempo – como eles também, solidariamente, podem encontrar doador no nosso registro”, aponta o diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luis Antonio Santini. O transplante de medula é na maior parte dos casos o tratamento indicado para casos de doenças do sangue e do sistema imunológico. Quanto mais doadores, maiores as chances de quem precisa da medula óssea. “Essa chance, hoje, está em 60%, com 1 milhão de doadores. Necessitamos de um trabalho grande para que possa aumentar essa possibilidade para os pacientes”, analisa o coordenador do Centro de Medula Óssea do Inca, Luis Fernando Bouzas. Natan, de 14 anos, fez o transplante de medula óssea há quase dois meses. Passou do período do isolamento e, daqui a uma semana, ele vai para casa. Natan conseguiu a medula através do registro de doadores. “Daqui a pouco é vida normal. Só correr para o abraço”, planeja o adolescente. No Recife (PE), doadores e pacientes enfrentam a precariedade do sistema de saúde. Há dois anos, a Central de Transplantes de Medula praticamente parou de funcionar. Faltam medicamentos, material e principalmente médicos. “Nós estamos com 70% dos medicamentos e do material medico-cirúrgico adquiridos. Precisamos complementar nossa equipe. Fizemos uma seleção simplificada em 2008, e essa seleção não conseguiu completar o quadro do Hemope. A nossa meta é, ainda este ano, reiniciar”, aponta o presidente do hospital do Hemope (Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco). Enquanto isso não acontece, 94 pacientes estão na fila de espera por um transplante. Maria Divaneide conseguiu doador na família. Mesmo assim, há um ano aguarda a vez de receber o transplante. “Meu sonho é ter uma vida normal. Sempre hospital. Sou uma menina nova, podia estar despreocupada cuidando dos meus filhos. Mas não tenho condições de ficar com eles. Queria ter uma vida normal como qualquer pessoa, mas não depende de mim, depende dos outros. Então, tenho que esperar”, diz a paciente.

sábado, 23 de maio de 2009

"MENSAGEM DO DIA"

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!
Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,levai as almas todas para o céu e socorrei principalmenteas que mais precisarem!
Graças e louvores se dê a todo momento:ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!


"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!""O bem mais precioso que temos é o dia de hoje! Este é o dia que nos fez o Senhor Deus! Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".( Salmos )

Babaçu poderá curar leucemia
A curiosidade sobre o uso popular do babaçu como analgésico e antiinflamatório colocou uma dupla de pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diante de uma descoberta que pode revolucionar o tratamento da leucemia. Eles comprovaram que um extrato feito com a casca do fruto da palmeira mata células resistentes a outros quimioterápicos.
Testado em milhares de células leucêmicas, o produto, após uma hora de contato, destruiu 100% das células K562. No caso da linhagem HL60, o desempenho foi bem menor: 14%. O mais surpreendente foi a proporção de 52% alcançada com a K562 Lucena-1, que se mostrou inalterada diante de múltiplas drogas quimioterápicas. O resultado diversificado tornou-se único quando as células foram expostas ao extrato de casca de babaçu e etanol (álcool etílico) por um tempo mais longo, ou seja, quatro horas: todas morreram.
As respostas encontradas surpreenderam os pesquisadores Carla Holandino e Fábio Menezes, que chegaram à descoberta meio por acaso. Eles iniciaram um estudo em 2002 para analisar a eficácia do óleo da semente do babaçu no tratamento de hiperplasia prostática benigna e acabaram mudando o rumo da investigação para avaliar a casca do fruto.
“Há vários relatos do uso popular do babaçu no tratamento de inflamações, leucemia e de cólicas menstruais, entre outros. Isso despertou nossa curiosidade. Queríamos saber a validade científica do uso, já que não existe fitoterápico feito com o produto registrado no Ministério da Saúde”, diz Carla, lembrando que a palmeira, encontrada principalmente no Norte e no Nordeste do País, tem uma grande viabilidade econômica. A espécie utilizada no experimento é a Orbignya speciosa (Martius) Barbosa Rodrigues.
Para garantir que o efeito detectado não esteja associado ao etanol, mas ao babaçu, os pesquisadores repetiram os testes usando apenas o álcool etílico e descobriram que as células leucêmicas permaneceram inalteradas. Além disso, análises realizadas com a levedura Saccharomyces cerevisiae demonstraram que é muito grande a possibilidade de o efeito tóxico do extrato no tumor não se repetir em células humanas saudáveis. “O DNA da levedura é 99% homólogo ao dos linfócitos. Ou seja, o resultado é animador”, avalia a cientista, acrescentando que o próximo passo do estudo é fazer as análises com as células humanas.
Uso O dado, segundo ela, é muito importante, já que a idéia de considerar fitoterápicos inofensivos e, por isso, passíveis de uso indiscriminado, é totalmente errônea. “No tempo da minha avó, se usava muita arnica. Depois descobrimos que, em quantidade, ela é muito tóxica para o sistema nervoso central. Portanto, é preciso cautela”, avisa.
A dupla também descobriu que o efeito antioxidativo do babaçu é superior ao da planta ginko biloba, conhecida como de alto padrão antioxidante. A característica, explica Menezes, é importante, já que reações oxidativas estimulam o crescimento de tumores.(Agência Estado)
Publicado originalmente no site do jornal Tudo Bem em 18/04/2005.

sexta-feira, 22 de maio de 2009


DOAR É UM ATO DE AMOR
Você sabia que o Brasil integra a maior rede internacional de registro de doadores de medula?
Em 2007 o SUS realizou 1567 transplantes de medula óssea, esse transplante é indicado no tratamento de doenças como leucemias, linfomas, talassemias e anemias aplásticas.
Até dezembro de 2008, 202 pacientes aguardavam por um transplante e outras 2062 pessoas buscavam um doador compatível.
O nosso Sistema Nacional de Transplantes alcançou padrão de qualidade internacional e passou a integrar a maior rede de registros de doadores de medula óssea do mundo, a primeira parceria será com o sistema americano National Marrow Donor Program (NMDP).
Integrando a maior reder internacional de registro de doadores de medula, além de pacientes estrangeiros poderem identificar e utilizar as células-tronco hematopoéticas de doadores brasileiros, aumentarão as chances de brasileiros encontrarem doadores no exterior.
Segundo informações da Agência de Saúde Brasileira, desde 2001, o SUS financia a identificação, coleta e transporte das células de doadores internacionais até o Brasil.
“Até o fim de 2009, o Ministério espera atingir 1,5 milhão de doadores cadastrados. Para isso, serão investidos R$ 7 milhões.”
fonte: Agência da Saúde
Passo a passo para se tornar um doador
• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!
• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
• É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3970-4100 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.
Caso você decida doar1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).
2. Onde doar: é possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. Para mais informações, ligue (21) 2506-6064.
3. Como é feita a doação: será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.
Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.
Perguntas e Respostas sobre Transplante de Medula Óssea
Importante: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro atualizado sempre que possível. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME: (21) 3970-4100 / redome@inca.gov.br.
O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.